Olá, hoje a pauta é uma simples análise do comportamento das pessoas diante do período que compreende o coronavírus e suas implicações.
Em primeiro lugar, vale lembrar: SE PUDER FIQUE EM CASA! Enfim, apesar de inúmeras recomendações e milhares de pessoas que morreram em consequência dessa nova doença, acredito que a maior parte da população ainda não entendeu a gravidade da situação. É triste pensar que, 25 mil mortes não são comoventes o suficiente para manter as pessoas dentro de casa... Pelo o que eu vejo, ainda há um menosprezo por essa doença e, infelizmente, a conscientização das pessoas acontece quando alguém muito próximo delas é contaminado pelo vírus. Tal fato me levou a refletir sobre dois aspectos: a empatia das pessoas e o preparo do mundo para novas pandemias.
Hoje em dia fala-se tanto em "ser empático", "colocar-se no lugar do outro". No entanto, com essa pandemia, é perceptível uma certa hipocrisia nessa fala. Quero dizer que, existem muitas recomendações que tem por objetivo amenizar os efeitos do vírus e impedir uma quantidade exorbitante de mortes e, mesmo assim, existe muita gente que diz: "e daí?!". Tudo isso só comprova o quão longe a sociedade está de ser "evoluída", de ter o mínimo de empatia, tanto pelos que morreram, quanto pelas famílias que perderam entes queridos>>pais, mães, maridos, filhos, sobrinhos -AMORES!!!!!
Das 25, quase 26 mil vítimas, eu posso garantir que: Há famílias sofrendo enquanto certas pessoas fazem festas... O problema dessa população, majoritariamente jovem e jovem adulta estar saindo é, justamente, serem vetores do vírus e não vítimas em potencial. Isto é, a maioria não terá sequer sintomas, nem saberá que adquiriu o vírus. Entretanto isso, as pessoas mais velhas, os indivíduos portadores de doenças crônicas, eles, sim, saberão que estão com a doença e muitos deles morrerão em consequência de uma "festinha". A empatia está morta, e a covid-19 a matou.
Obviamente não estou dizendo que não há pessoas empáticas que estão cumprindo as recomendações. Porém é visível que estas são uma minoria ABSURDA da população. E isso só comprova o quanto estamos longe de um fim para essa pandemia.
O segundo ponto desse diálogo é o preparo mundial. Já faz mais de dois meses que me mantenho em casa e a guerra por respiradores, a postura de certos líderes mundiais, a destacar o presidente do Brasil, a falta de testes, de EPI'S, de estrutura...tudo me assustou tremendamente. Eu acreditava que, depois de tantos avanços e revoluções tecnológicas, o mundo estaria preparado -MUITO PREPARADO- para qualquer evento. Pelo visto eu estava errada...
Enfim, é triste ter que falar de morte em um blog que sempre foi tão cheio de vida e de amor. Mas é necessário.
-Giovana, indignada e triste.