domingo, 26 de julho de 2020

Resenha Literária: Moby Dick

Oi, galera! Há alguns meses eu comecei a ler esse grande clássico da literatura mundial e ontem-25/07- eu terminei. Para começar, vou dar algumas informações gerais sobre a versão que li:

  • Autor: Herman Melville
  • Edição: Cosacnaify-2008, capa dura;
  • Tradução: Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza;
  • Número de páginas: 650-contando prefácio e epílogo.

Primeiramente, queria dizer que esse livro, com certeza, entrou para os meus livros favoritos da vida. Tudo o que ocorre é perfeitamente coerente, de modo que o leitor está sempre conhecendo e se aproximando dos personagens. As emoções que a obra suscita são intensas e sempre cheias de coragem, com clara exaltação ao caráter e ao psicológico dos indivíduos. O que quero dizer é que, cada integrante do livro tem sua simbologia e a aproximação é tão rápida que acredito ter formado laços reais de amor para com todos os tripulantes.

De forma geral o livro narra a última viagem do navio baleeiro Perquod, uma circunavegação em busca de Moby Dick, uma baleia cachalote branca. Essa caçada é empreendida pelo Capitão Ahab, um homem obstinado e capaz de qualquer coisa para matar a baleia que lhe deixou sem uma perna. A tripulação desse navio é composta por baleeiros, ou seja, homens que viviam da pesca e extração do óleo da baleia para sobreviver.

Dentre os personagens principais há:

  • Ahab: O voraz e inflexível capitão do navio tem apenas um objetivo em mente, matar Moby Dick. Em sua cabeça, não há nada que o vá impedir de cumprir seu objetivo, dessa forma a personalidade de Ahab é muito descrita na obra. Apesar de sua irascível gana pela cachalote, é impossível, leitor, não se apaixonar por esse obstinado capitão. Houve momentos durante livro nos quais esperei ansiosamente pela próxima descrição. Esse notável, forte e duro personagem é inteligente, dominador e cativante;
  • Ishmael: O “eu” do livro. É pela voz desse amante dos mares que a história é narrada. Posso dizer que, particularmente, eu me identifiquei muito com a personalidade e o modo de pensar desse tripulante. Ele é perspicaz, intuitivo e seus pensamentos são sempre insights do que acontece ao seu redor. Gostei muito do modo como Ishmael conduziu o livro e sua perspectiva foi muito sagaz e instigante;
  • Starbuck: Um dos imediatos do Perquod, foi o mais corajoso dos personagens! Seu caráter e valentia foram admiráveis além da sensatez e da entrega que teve para com a caça da baleia. Durante a leitura, suas “investidas” são sempre direcionadas ao Capitão Ahab e sua inconsequência ao se tratar da caça de Moby Dick, dessa forma, os conflitos com ele são carregados de emoção e de bravura;
  • Stubb: também um imediato, tem uma personalidade bastante supersticiosa, além disso, é o “engraçadinho” do livro. Representado por um homem corajoso na caçada, Stubb não perde a piada e nem a força de vontade. Vale lembrar que os imediatos também são arpoadores e, por isso, participam ativamente da caçada das baleias;
  • Flask: o últimos dos imediatos, suas falas são poucas, mas ele é um ótimo ouvinte de seus outros amigos imediatos. No livro ele é descrito como um homem centrado, que sempre fazia seu trabalho com maestria, não importando o quão perigoso e impossível tal feito parecesse;
  • Queequeg, Daggoo, Tashtego: os três selvagens arpoadores conferem a diversidade ao livro. Sua personalidade confiável, inabalável e leal é bastante enaltecida no livro. Queequeg é o mais lembrado, sendo, por diversas vezes, o protagonista de salvamentos e heroísmos, corroborando a sua atitude fiel e corajosa, própria de um arpoador de confiança. Posso dizer, também, que gostei muito de Queequeg, um homem que não hesita diante do perigo, além de ser um ótimo amigo e companheiro, principalmente de Ishamel.

Obviamente existem outros personagens com papéis muito importantes na obra como: Parse, Pip, Fedellah, o ferreiro, o carpinteiro entre outros navios que foram encontrados pelo caminho. E aqui enalteço a importância de todos os integrantes na desenvoltura do enredo e no entendimento completo da história. As falas de alguns deles como Parse, deixam o leitor boquiaberto e reflexivo.

A história do livro é muito bem desenvolvida e, para muitos, pode parecer lenta mas, acredite em mim, cada detalhe é importante e, no final, tudo se encaixará perfeitamente. Além disso, boa parte do enredo é destinado à uma profunda análise de cada personagem, sendo, portanto, indispensável para o bom entendimento da obra. Nota-se, também, que há muitas simbologias espalhadas no livro, como “easter eggs” que, ao final, são impressionantes e gratificantes.

Por fim, queria expor minhas impressões pessoais:

  • Há muitas e longas descrições durante o livro. No entanto, o leitor se acostuma e no fim, percebe o quando esses detalhes são indispensáveis;
  • Todos os personagens são cativantes e não há modo de sair ileso de uma paixonite. Acredito que a análise psicológica individual traz uma noção de uma proximidade quase fraternal;
  • Não digo que seja uma leitura fluida, mas também não é truncada. Há um meio termo ideal para a quantidade e a importância de detalhes. O leitor terá muitos momentos clímax e muitos momentos de calmaria e descrições;
  • Há muitas palavras que não estão muito incorporadas à oralidade atual, por isso, recomendo algum instrumento de pesquisa sempre perto!;
  • Aviso de antemão que é um livro triste. O final é avassalador, os discursos são de tirar o fôlego e o enredo é extremamente bem planejado de modo que o escritor nunca engana o leitor acerca do que acontecerá;
  • Vale a pena, também, pesquisar sobre as simbologias e misticidades do livro. Como disse anteriormente, há muitas relações “interpáginas”, muitos insights, muita filosofia e significados!

Avaliação: 1000 estrelas! Recomendo muito!

moby dick | luciana-facchini

quinta-feira, 28 de maio de 2020

ANÁLISE: COVID-19 E AS PESSOAS

      Olá, hoje a pauta é uma simples análise do comportamento das pessoas diante do período que compreende o coronavírus e suas implicações.

      Em primeiro lugar, vale lembrar: SE PUDER FIQUE EM CASA! Enfim, apesar de inúmeras recomendações e milhares de pessoas que morreram em consequência dessa nova doença, acredito que a maior parte da população ainda não entendeu a gravidade da situação. É triste pensar que, 25 mil mortes não são comoventes o suficiente para manter as pessoas dentro de casa... Pelo o que eu vejo, ainda há um menosprezo por essa doença e, infelizmente, a conscientização das pessoas acontece quando alguém muito próximo delas é contaminado pelo vírus. Tal fato me levou a refletir sobre dois aspectos: a empatia das pessoas e o preparo do mundo para novas pandemias.

      Hoje em dia fala-se tanto em "ser empático", "colocar-se no lugar do outro". No entanto, com essa pandemia, é perceptível uma certa hipocrisia nessa fala. Quero dizer que, existem muitas recomendações que tem por objetivo amenizar os efeitos do vírus e impedir uma quantidade exorbitante de mortes e, mesmo assim, existe muita gente que diz: "e daí?!". Tudo isso só comprova o quão longe a sociedade está de ser "evoluída", de ter o mínimo de empatia, tanto pelos que morreram, quanto pelas famílias que perderam entes queridos>>pais, mães, maridos, filhos, sobrinhos -AMORES!!!!!

     Das 25, quase 26 mil vítimas, eu posso garantir que: Há famílias sofrendo enquanto certas pessoas fazem festas... O problema dessa população, majoritariamente jovem e jovem adulta estar saindo é, justamente, serem vetores do vírus e não vítimas em potencial. Isto é, a maioria não terá sequer sintomas, nem saberá que adquiriu o vírus. Entretanto isso, as pessoas mais velhas, os indivíduos portadores de doenças crônicas, eles, sim, saberão que estão com a doença e muitos deles morrerão em consequência de uma "festinha". A empatia está morta, e a covid-19 a matou.

      Obviamente não estou dizendo que não há pessoas empáticas que estão cumprindo as recomendações. Porém é visível que estas são uma minoria ABSURDA da população. E isso só comprova o quanto estamos longe de um fim para essa pandemia.

     O segundo ponto desse diálogo é o preparo mundial. Já faz mais de dois meses que me mantenho em casa e a guerra por respiradores, a postura de certos líderes mundiais, a destacar o presidente do Brasil, a falta de testes, de EPI'S, de estrutura...tudo me assustou tremendamente. Eu acreditava que, depois de tantos avanços e revoluções tecnológicas, o mundo estaria preparado -MUITO PREPARADO- para qualquer evento. Pelo visto eu estava errada...

      Enfim, é triste ter que falar de morte em um blog que sempre foi tão cheio de vida e de amor. Mas é necessário. 

-Giovana, indignada e triste.

terça-feira, 7 de abril de 2020

SOBRE A NECESSIDADE DE SER SUPERIOR

      Por diversas vezes nós, enquanto sociedade, nos encontramos em uma posição competitiva, seja uma entrevista de emprego ou um grande processo seletivo, essas são situações que requerem esforço e são baseadas na lógica de "superioridade". No entanto, essa mesma lógica meritocrata e totalmente restrita é aplicada a outros campos da vida, campos onde esse sistema não é necessário e, às vezes, prejudicial.

      Em essência, competir significa batalhar, concorrer por algo e, como supracitado, é uma ação que demanda preparação, garra, esforço e força de vontade. Portanto, a noção de competição não só não é ruim, como também é necessária em algumas ocasiões, porém, no mundo pós-moderno atual, existe uma sociedade do cansaço.

      Essa sociedade, teorizada por Byung Chul-Han, é fundamentada na relação entre cansaço e desempenho, onde quanto mais cansado, mais realizado pessoalmente o indivíduo fica. De acordo com o sociólogo, esse fenômeno acontece devido a quantidade absurda de "estímulos", ou seja, a todo momento há uma tarefa e a necessidade de terminá-la, pois ser produtivo é imprescindível. Segundo Han, essa sociedade do cansaço também é marcada por frequentes distúrbios neuronais decorrentes da frustração de "não ser suficiente" nunca.

“No 1984 orwelliano a sociedade era consciente de que estava sendo dominada; hoje não temos nem essa consciência de dominação”

“Vive-se com a angústia de não estar fazendo tudo o que poderia ser feito”, e se você não é um vencedor, a culpa é sua. “Hoje a pessoa explora a si mesma achando que está se realizando; é a lógica traiçoeira do neoliberalismo que culmina na síndrome de burnout. E a consequência: “Não há mais contra quem direcionar a revolução, a repressão não vem mais dos outros”. É “a alienação de si mesmo”, que no físico se traduz em anorexias ou em compulsão alimentar ou no consumo exagerado de produtos ou entretenimento."      

algumas falas de Chul-Han em:https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/07/cultura/1517989873_086219.html

      Nessa lógica, os indivíduos, cada vez mais, transferem essa noção de superioridade e de competição para sua vida pessoal e essa falta de separação pode gerar conflitos banais e desnecessários. Ou seja, tem-se a necessidade de ser sempre o mais inteligente, de ler mais livros que todos, de possuir maior arcabouço e referências, de ser o melhor jogador de futebol, de ser o melhor pulador de amarelinhas...

      Nota-se que essa necessidade infinita de ser (na verdade, parecer) melhor atrapalha diversos relacionamentos pessoais. Frequentemente, amigos se afastam, familiares de magoam com comportamentos baseados numa lógica de desempenho falha e mentirosa, baseadas num hiperconsumismo e no hiper cansaço. 

      Enfim, esses devaneios de quarentena ainda vão me transformar numa filósofa (ou numa doida)!

      A minha conclusão pessoal é que "relaxar" e permitir-se "não saber algo" pode ser benéfico e saudável para a tão negligenciada saúde mental de cada um. Aproveite os momentos, divirta-se, meça a importância de "parecer" e "seja" mais!

“A aceleração atual diminui a capacidade de permanecer: precisamos de um tempo próprio que o sistema produtivo não nos deixa ter; necessitamos de um tempo livre, que significa ficar parado, sem nada produtivo a fazer, mas que não deve ser confundido com um tempo de recuperação para continuar trabalhando; o tempo trabalhado é tempo perdido, não é um tempo para nós”. Chul-Han

-Giovana, socióloga de quarentena.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

TOP 5 LIVROS!

Olá, amigos! Hoje eu vou trazer um tema que eu amo muito falar sobre, que é a literatura. Sinceramente, eu acredito que poderia falar só sobre isso por 10h sem parar, mas hoje vou me conter e ficar só no top 5 mesmo!

  • Guerra e Paz— Sério, é uma obra literária completa. Nesse livro, eu imergi profundamente nas personalidades, nas histórias e nas vidas de todas as personagens. Pra começar, o livro fala, essencialmente, sobre a campanha russa de 1812, quando Napoleão invadiu o território em razão da quebra do bloqueio continental sobre a Inglaterra. Sim, leitor, essa obra é uma narração mas poderia se encaixar perfeitamente como um livro científico! Além disso, o jeito como o autor (Liev Tolstói) descreve as distintas personalidades é completamente apaixonante, o livro é envolvente e, apesar de parecer um calhamaço, ele traz lições e reflexões tão importantes acerca de vários aspectos da vida que a leitura é fluida e prazerosa! Recomendo incessantemente a leitura deste!!!!!!

  • Por Quem os Sinos Dobram–Essa obra é, no mínimo, espetacular! Seu enredo trata sobre a guerra civil espanhola de 1930, ou seja a luta da resistência republicana contra a ditadura fascista de Franco. Ou seja, assim como o primeiro livro, este traz diversos pontos históricos interessantes sem deixar de lado a prosa literária. Nesse livro, eu gostaria de destacar, também, a profundidade de cada personagem, o autor (Ernest Hemingway) consegue tão perfeitamente descrevê-los que parecem pessoas próximas a nós, é incrível a sensação de verdadeiramente conhecer esses republicanos que lutaram tão bravamente. Além disso, os ambientes são muito bem descritos e o personagem principal emana profundidade de pensamento e uma consciência que, com certeza, te fará apaixonar! Por fim, as citações, as “quotes” também são marcantes e memoráveis e devem ser destacadas!

  • Revolução dos Bichos–Esse aqui, eu acredito que seja uma leitura obrigatória para todos os leitores. Nesse livro, que é uma paródia, uma sátira aos governos totalitários e ao poder descontrolado, você irá encontrar diversas lições para aplicar na vida. Ademais, tenho certeza que todos se identificaram, pelo menos, com algum “trabalhador” dessa fazenda tomada por uma revolução que foi completamente deturpada. Eu, particularmente, refleti muito sobre a distribuição de poder e, principalmente, sobre a ingenuidade daqueles que são enganados dentro de governos totalitários. A crítica desse autor crítico mordaz (George Orwell) é de suma importância para entendimento histórico de alguns fenômenos da humanidade.

  • O Estrangeiro–Acho que foi meu primeiro contato com uma narrativa filosófica, baseada numa teoria real que, nesse caso, é o absurdismo de Camus. Inicialmente, devo admitir, foi um choque, um susto com a narrativa descritiva e a personalidade, propositalmente, absurda do personagem principal o Sr. Mersault. No entanto, ao adentrar mais profundamente no significado da obra, pude me envolver de uma forma surpreendente, a ponto de concordar e defender o ponto de vista de Mersault. O livro tem um toque de sátira, e toda a narrativa, me parece, um alheamento próprio, um cansaço quanto às instituições, às pessoas, às justificativas para todo o comportamento. Além disso, ao final, passei a admirar a firmeza de princípio do personagem e -spoiler- o discurso final é arrepiante e vale muito a pena toda a trajetória para chegar até ele.

  • A Morte de Ivan Ilitch–Essa pequena novela de Tolstói é um mar de emoções e devaneios acerca da vida como uma instituição com regras e protocolos. O sofrimento do personagem principal, revela a todos que, na vida, não importa se você segue piamente “as regras”, ou seja: formar-se, ter um bom emprego público, casar-se feliz, ter filhos……As intempéries, as desgraças podem aparecer e é a partir delas que se percebe a fluidez e a fragilidade da vida, é a partir delas que se descobre quem são os amigos, é a partir delas que se nota a necessidade de, verdadeiramente, viver e aproveitar sem pensar nas aparências. Acredito que essa obra seja, também, completamente necessária para todos!

Ufa! Chegamos até o final da primeira parte dos meus livros preferidos! Pretendo muito continuar a compartilhar minhas experiências literárias com vocês e também, por meio do blog, manter um arquivo, com as minhas leituras! Obrigada e até mais!
-Giovana leitora 📚

sábado, 4 de abril de 2020

E novamente, um reinício!



      Olá, sim, isso é mais um daqueles posts introdutórios de como eu vou -tentar- ser frequente e ativa dentro desse blog que me acompanha há tanto tempo!
   
      Antes de começar as promessas, vale um breve momento nostálgico...Esse blog me acompanha há longos 7 anos! Sim, Giovana de 2013, com apenas 10 anos iniciou esse projeto com o intuito de escrever sobre tudo que a agradava, ora arte, livros, danças, festas, enfim 7 anos depois a Giovana de 2020, com 17 anos quer voltar e, assim como outrora, relatar as peripécias dessa loucura que é a vida.

      Saindo do saudosismo, eu realmente desejo me tornar íntima de mim mesma nesse site. Quero, por meio das palavras, conhecer a mim mesma e, de fato, me expor como um ser humano qualquer vivendo (ou tentando viver) a vida ao máximo. Eu desejo que esse site seja espaço de opiniões fortes, polêmicas e também de acolhimento, dicas, resenhas e recomendações e me esforçarei para que, ao mesmo tempo, seja uma zona de conforto e uma zona de coragem!

      Enfim, ficam aí minhas promessas e desejos para o futuro! E que comecem os jogos!!!


- Giovana de 2020


Restart Button | Pixel Art Maker



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

COMO DEIXAR AS PESSOAS FELIZES

Olá, pessoal. Hoje vamos falar de um tema que pode te ajudar com alguém que está meio na bad, ou simplesmente alguém que você deseja deixar feliz.
Primeiramente,não há truque nenhum, você deve apenas de tudo conhecer bem a pessoa a ser agradada, saber do que gosta e como prefere ser amada.
Você pode não acreditar, mas cada pessoa se sente amada de um jeito diferente. Umas gostam de presentes, outras valorizam as palavras e terceiras preferem gestos que lembram sua personalidade. Portanto, conhecer verdadeiramente alguém é o primeiro passo para deixar alguém feliz.
O segundo passo é interpretar as aspirações da pessoa, ou seja, a partir de sua personalidade definir algo que irá deixá-la feliz. Em palavras mais simples é importante planejar com antecedência e pesquisar bastante antes de efetuar uma ação.
O terceiro passo é executar. Se uma pessoa, por exemplo, gosta de presentes,  e você já pesquisou suas preferências, VÁ LÁ E COMPRE. Não espere, não procrastine, as pessoas gostam de ser lembradas não somente em dias especiais!
Outro exemplo: Se a pessoa em questão prezar por um ambiente limpo e organizado, faça uma faxina geral e deixe-a descansar, aposto que não haverá nada mais significativo para ela do que esse gesto!!!
Pronto! É ISTO! Basta prestar atenção, planejar-se e, por fim, executar a ação. Lembre-se, boa ação gera coisa boa, além disso, há uma grande sensação de alívio e dever cumprido, não há nada mais compensatório do que um sorriso no rosto de uma pessoa amada!!!
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

RESENHA: TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

Olá, hoje vamos falar da Obra “Tartarugas até lá embaixo” uma obra de John Green, mesmo autor de ” A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel”.
O livro trata da história de Aza Holmes, uma garota que investiga o desaparecimento misterioso de um milionário corrupto, com sua amiga Daisy, aventura que pode lhes render uma recompensa de 100 mil dólares. Nesse entremeio ela (Aza) encontra Davis Pickett, o filho do magnata. Ambos, como é de se esperar, se apaixonam.
A partir daí pode-se imaginar que o restante da obra fala sobre um romance adolescente. Porém, vale ressaltar que estamos lendo a obra de John Green. Aza sofre de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) um transtorno psicológico que a leva a ter espirais intermináveis de pensamentos intrusos que a impedem de levar uma vida “normal”.
TOC é  um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos, no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos pela sociedade ou por si próprio; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e “rituais” que são incontroláveis ou dificilmente controláveis. (wikipédia)
O enredo garante a agonia de Aza diante de seus pensamentos e comportamentos visto que o próprio autor sofre do mesmo transtorno e passou vários anos de sua vida aprisionado em sua mente.
Eu, particularmente adorei o livro, o jeito que aborda o TOC e como este afeta as mais diversas áreas da vida. Além disso, a leitura é bastante agradável e os personagens são adoráveis. Uma obra tão simples e tão complexa, um casamento harmonioso entre o que entendemos e o que não entendemos sobre a vida humana.
AVALIAÇÃO: 5 ESTRELAS
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